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O CHORO DO BEBÊ x 4º TRIMESTRE DE GESTAÇÃO

  • Foto do escritor: adrianadelimamello
    adrianadelimamello
  • 1 de fev. de 2019
  • 3 min de leitura



Afinal quanto tempo dura uma gestação?



Sim, os nove meses completos ou dez meses, dentro da barriga mas, ainda temos um caminho de maturidade a percorrer depois que nascemos.




Ora e o que o choro têm a ver com isso?
Vocês já ouviram falar em: teoria da extero gestação?



É uma teoria formulada por antropólogos a qual baseia-se que devido a evolução do homo sapiens com a verticalização de sua postura, o aumento do cérebro e, consequentemente uma modificação no tamanho e formato do crânio humano, o bebê humano teve seu tempo gestacional reduzido para que se mantivesse o nascimento da espécie. Algo como a famosa seleção natural que aprendemos na escola. Sendo assim somos uma das espécies mamíferas que nasce prematuramente. Sendo assim, nosso bebê é 100% dependente de nosso cuidado, estar próximo a nós é uma necessidade básica de vida do bebê.


E então o que o choro têm a ver com isso?


Nós adultos estamos em geral condicionados a uma rotina, temos necessidades de descanso e sono, e a demanda inicial do recém-nascido pode ser muito exigente. Além disso culturalmente temos muitos mitos arraigados de que colo, cama compartilhada, amamentação em livre demanda e ninar dão maus costumes ao bebê, então quanto aplicamos estes cuidados aos pequeninos entramos em conflito direto com as necessidades deles, o que resulta em choro e stress coletivo.


Saber das necessidades fisiológicas do bebê de acordo com a sua maturidade neurológica ajuda no cuidado, a cuidar e interpretar o choro de uma forma diferente.


“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo - movimento, movimento, movimento." (Frederick Leboyer, Loving Hands)


Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê é tão imaturo que realmente seria benéfico a ele que voltasse para o útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil. Como não somos cangurus, o que podemos fazer é tornar o ambiente extra-útero o mais parecido possível com o intra-uterino.


O que havia no útero?


Aconchego, balanço, som, companhia, alimento em livre demanda (através do cordão umbilical). Mas como proporcionar isso? E como adaptar as nossas necessidades?


A primeira necessidade básica que deve ser atendida é DESCANSAR, sendo assim se descansar significa dar uma colinho para ajudar o bebê a dormir, e também dormir...dormir ao ladinho do bebê para dormir...atenda estas necessidades. Recém-nascido não estão ou ficarão mal acostumados e não fazem mãnha, eles têm necessidades!


Bons atributos: babywearing, uma forma de carregar o bebê próximo a nós, não somos cangurus mas podemos imitar!



Uso de ruídos brancos, sons de chiado (shhhhhhh) em uma mesma sintonia ou até mesmo músicas que a mãe estava habituada a ouvir na gestação.


Amamentação, o bebê têm necessidade de sucção e não é tão somente para se alimentar...sugar libera endorfinas no organismo do bebê, proporcionando sensação de bem-estar e conforto.


Respeitar e reconhecer o ritmo e amadurecimento do bebê, ele não sabe o que é sono, não sabe como dormir, não sabe o que é xixi, não sabe o que é pum, cocô, não sabe o que é fome! Está aprendendo todas a funções de seu organismo tão rico e a lidar com elas, você no seu primeiro dia de qualquer coisa nova na vida, quando recebeu ajuda não foi muito melhor?


Não, não é fácil! Mas, acredite após o primeiro mês e com todos se reconhecendo tudo fica muito mais simples rapidamente.


Aceitem ajuda, uma roupa lavada, uma comida prontinha, umas horinhas de sono, ou até mesmo um banho tranquilo podem renovar a sua energia para estar disponível para o bebê!


Com muito carinho para vocês!!





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© 2018 por Adriana de Lima Mello

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