Violência Obstétrica!
- adrianadelimamello
- 13 de dez. de 2018
- 2 min de leitura
Você sabe o que é?

Foto: Projeto fotográfico "1:4: retratos da violência obstétrica"
Atenção
Se você ou alguém que conhece ouviu alguma das frases a seguir: SOFREU VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!

Este nome assusta, especialmente aos profissionais que alegam, agir com as melhores intenções e cuidados às gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto.
Pois, violência não é somente o ato que é praticado com força e que causa danos físicos, são atitudes e tratamento violentos, desrespeito a autonomia e individualidade do próximo e, praticar, negligência, imprudência e etc.
Sim, a violência muitas vezes já se inicia durante o pré-natal, quando as mulheres são discriminadas pela sua condição social, cor da pele, idade, quantidade de filhos, desconhecimento do pai do bebê, profissão, dentre muitas outras condições.
No entanto, será que as mulheres e seus familiares percebem que estão sendo violentados?
Denunciam este tipo de atitude?
A industrialização da assistência ao parto e o sistema de patriarcado, que nos acompanha até aqui, são os grandes fomentadores da banalização desta temática, que passa despercebida e referenciada apenas como um mal atendimento ou falta de educação.
Sabe do que mais? Me parece um mal mundial...
Segundo o inquérito, realizado pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e parto, “Experiências de Parto em Portugal”, ao qual responderam mais de 3.800 mulheres, revela que 43,5 por cento das mulheres inquiridas não tiveram o parto que queriam. O que resultou em uma petição pública em 2017 “Pelo fim da Violência Obstétrica nos blocos de parto dos hospitais portugueses”, que em apenas três dias ultrapassou o número de assinaturas necessárias para ser submetida na Assembleia da República.

No Brasil, foi realizado um inquérito pela Fundação Oswaldo Cruz, intitulado: "Nascer no Brasil"
A pesquisa acompanhou 23.984 mulheres e seus bebês em estabelecimentos de saúde públicos e privados, que realizaram mais de 500 partos por ano, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. Foram coletados dados em 266 hospitais de 191 municípios, incluindo as capitais e algumas cidades do interior de todos os estados, das cinco regiões do país.
Como resultado foram identificados os altos índices de cesariana, número de internações nas unidades de tratamento intensivo neonatal e a prática violência obstétrica.
Levando a reflexão sobre a melhora das práticas de atendimento e políticas públicas no país. De forma mais acessível as informações do inquérito estão disponíveis para as famílias através de um vídeo documentário.
A produção cinematográfica "O Renascimento do parto 2",segundo filme de uma trilogia d acerca da temática obstétrica trata sobre a violência obstétrica, dando cara e voz as mulheres para que outras famílias se protejam. Está disponível no Google Play e Netflix.
Ainda como fonte de informação "Violência Osbtétrica: a voz das brasileiras" é um vídeodocumentário popular produzido por Bianca Zorzam, Ligia Moreiras Sena, Ana Carolina Franzon, Kalu Brum, Armando Rapchan, de forma independente e voluntária a partir de depoimentos reais de mulheres, gravados em suas próprias casas com webcam, celular e máquina fotográfica.
Não cale a sua voz! Informe-se, proteja-se, denuncie!
Em Portugal: https://sombrasdoparto.wordpress.com/ No Brasil: Disque 100 ou 180, também pode denunciar no site do Ministério Público.

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